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versos

Versos diversos

 

Para esta Época de Micael

Temos que erradicar da alma, com a raiz,

Todo o medo e temor daquilo que do futuro,

Vem ao encontro do homem.

 

Serenidade em relação a todos os sentimentos e sensações

Perante o futuro, o homem deve adquirir.

 

Encarar com absoluta equanimidade tudo aquilo que possa vir

E pensar somente que tudo o que vier

Virá a nós de uma direção Espiritual plena de Sabedoria.

 

É isto o que temos que aprender em nossa época:

Viver em plena confiança sem qualquer segurança na existência.

Confiança na ajuda sempre presente do mundo espiritual.

Em verdade, nada terá valor se a coragem nos faltar.

Disciplinemos devidamente nossa vontade

E busquemos o despertar interior,

Todas as manhãs e todas as noites.

(Rudolf Steiner, Bremen, 27/11/1910)

 

 

 

Forjando a armadura 
   
Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me toma pequeno e mesquinho,
que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco,
que me persegue,que ocupa negativamente minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.

No entanto não quero levantar barricadas por medo
do medo. Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro e não
para encobrir meu medo.
 
E, quando me calo, quero
fazê-lo por amor
e não por temer as
conseqüências de minhas
palavras.
 
Não quero acreditar em algo
só pelo medo de
não acreditar. 
Não quero filosofar por medo
que algo possa
atingir-me de perto. 
Não quero dobrar-me só
porque tenho medo
de não ser amável.
Não quero impor algo aos
outros pelo medo
de que possam impor algo a mim;
por medo de errar, não quero
tomar-me inativo.
Não quero fugir de volta para
o velho, o inaceitável,
por medo de não me sentir
seguro no novo.
Não quero fazer-me de
importante porque tenho medo
de que senão poderia ser ignorado.

Por convicção e amor, quero
fazer o que faço e
deixar de fazer o que deixo de fazer.
 
Do medo quero arrancar o
domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que
existe em mim.

Rudolf Steiner

(tradução Ute Crãmer)