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Yacon

 

Batata yacon

É um tubérculo originário do Equador e do Peru, com gosto muito parecido com o da pêra; contém açúcares-oligo e vem chamando atenção devido a suas propriedades anti-diabéticas, de acordo com pesquisas feitas na Universidade de Fukushima em que se descobriu no yacon uma substância semelhante a insulina e que provoca a redução da taxa de glicose no sangue.

Para a pessoa obter bons resultados, é necessário consumir diariamente 3 a 4 fatias do yacon cru, sem cozimento, mas pode-se também usar o caule da planta, fazendo chá em infusão e tomar duas vezes ao dia.

No primeiro caso, seus efeitos costumam acontecer cerca de 7 a 10 dias após o uso; no segundo, 4 a 6 dias.

O yacon é recomendado também para pessoas que têm pressão arterial alta; para quem tem pressão baixa, é bom usar o yacon com moderação.

Lembre-se que, em qualquer tratamento, determinados alimentos ou chás são usados como coadjuvantes, pois outros fatores também são necessários para a cura. Também vale a pena lembrar que a ingestão contínua de uma determinada substância, com o tempo, pode eliminar seu efeito, sendo necessários intervalos em seu consumo.

A batata Yacon, de nome científico Polymnia sonchifolia, da família Asteraceae , também chamada batata “diet” ou polínia, é uma planta herbácea, perene, originária dos Andes, sendo cultivada na Colômbia, Equador e Peru em altitudes de 900 a 2.750m, mas alguns cultivos são feitos a mais de 3.400m. Por ser originária de grandes altitudes, a planta tolera baixas temperaturas e prefere solos aerados, soltos, areno-argilosos e com pH em torno de 6,0.

O tubérculo tem sabor de pêra e melão, sendo bastante consumido no oriente na forma in natura e também na forma de chips. As folhas e as túberas são indicadas para o tratamento da diabetes e do colesterol.

 

Fórmula estrutural da Inulina

A batata yacon está sendo considerada um alimento nutracêutico em decorrência dos estudos sobre a diminuição dos níveis de açúcar no sangue, após consumo repetido da mesma. Esta batata, diferentemente da maioria dos tubérculos que armazenam amido, acumula inulina, uma forma de oligofrutano com alto poder adoçante e baixo poder calórico.

A inulina é um carbo-hidrato cuja cadeia é composta predominantemente por unidades de frutose (frutana), com uma unidade de glicose terminal, sendo a ligação entre as moléculas de frutose do tipo b(2->1), ou seja, uma molécula de sacarose associada a n moléculas de frutose ( n = 30-50 ).
A inulina e a oligofrutose apresentam valores calóricos reduzidos (1Kcal/g e 1,5 Kcal/g). Não são digestíveis porque as ligações b(2->1) entre as unidades de frutose não podem ser hidrolisadas pelas enzimas digestíveis humanas; após serem ingeridas chegam quase que integralmente no cólon. Lá, são fermentadas pela microflora e transformadas em gases (10%), ácidos graxos voláteis (50%) ou encontram-se (40%) na biomassa bacteriana excretada. Assim, a inulina não aumenta nem a glicemia nem a taxa de insulina no sangue, sendo, consequentemente, indicada para os diabéticos.

Hoje, a maioria dos países europeus consideram a inulina uma fibra alimentar. Essa fibra fibra solúvel é encontrada em muitas fontes na natureza e constitui a reserva energética de cerca de 36.000 vegetais (Alho, Banana, Cebola, Yacon , Chicória, Alcachofra, …)

Conteúdo em inulina e oligofrutose de vegetais
comumente usados na alimentação humana

Fonte

Parte

Conteúdo em material seco (%)

Contúdo em Inulina (%)

Contédo em oligofrutose (%)

Yacon

Raiz

13-31

3-19

3-19

Alho

Bulbo

40-45

9-16

3-6

Banana

Fruta

24-26

0,3-0,7

0,3-0,7

Cebola

Bulbo

6-12

2-6

2-6

Chicória

Raiz

20-25

15-20

5-10

Alcachofra

Folha/Coração

14-16

3-10

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